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Anitta tá no 2o namoro na quarentena e a gente com a vida amorosa às moscas

Soltos S.A.

13/05/2020 04h00

fonte: instagram

Nos últimos dias Anitta esfregou nas redes sociais uma chuva de videos, TikToks e fotos sensuelens dela com seu novo romance: Gui Araújo, o modelo ex participante do "De Férias com o Ex", da MTV. Isso poucas semanas depois de terminar com seu outro namorado, um magnata do carnaval carioca com quem a cantora tinha começado a quarentenar al mare, em Angra dos Reis. Ou seja, em menos de 60 dias ela fez um isolamento paradisíaco, ganhou festa de aniversário e declarações de amor nababescas, terminou o namoro, voltou pra casa, fisgou um crush e recebeu o bofe em casa mais rápido do que o Ifood tem entregado meus pedidos de indulgências noturnas. Pode isso, produção?

ISOLAMENTO QUE É BOM, NINGUÉM QUER NÉ?

Essa foi a primeira coisa que eu pensei quando li a manchete do novo namoro. Gente, mas a regra do jogo não é ficar cada um na sua casa e evitar o contato com os coleguinhas pra segurar a pandemia? Pelo visto a libido e os hormônios de alguns têm falado mais alto que o bom-senso. Segundo uma pesquisa do aplicativo Inner Circle, 10% dos solteiros brasileiros confessou que furou a quarentena pra encontrar um crush. E esse número, como o de vítimas, deve estar subnotificado.  Anitta tá aí nesse bolo. Não dá pra saber se eles fizeram teste, se estavam confinados, mas ser tão influente como Anitta, começar um novo romance e esfregar os encontros presenciais na cara da sociedade não me parece exatamente um bom-exemplo. Até porque, com essas relações sendo tão fugazes (alguém se identifica?), as chances dos affairs acabarem antes dos tais 14 dias de incubação do vírus são consideráveis… já imaginaram quantas pessoas estamos expondo ao risco pra aplacar nosso tesãozinho?

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Passado o momento textão, me vem a segunda pulga atrás da orelha: Anitta conquistou o novo crush usando várias táticas de paquera virtual que a gente já citou aqui. Sabem como foi o primeiro movimento dela? Numa live. Há algumas semanas eu escrevi aqui que me aventurei a paquerar em lives de bares descolados. A ideia parecia promissora mas na prática as fotos que aparecem nos comentários são pequenininhas, o Instagram derruba a live a cada 40 min, não dá pra chamar os paqueras no inbox… ou seja, não pontuei. Na minha cabeça tava todo mundo nessa mesma batalha. Mas vem a notícia da Anitta esfregando na minha cara que sim, dá pra conseguir um crush paquerando nas lives. Estaria eu enferrujada?

A CADEIA EVOLUTIVA DA SOLTEIRICE ANDOU E EU FIQUEI?

A adaptação dos solteiros a este novo momento de relações virtuais seria uma espécie de evolução darwinista da espécie? Se sim, será que eu estou ficando pra trás e estaria fadada à extinção? Definharei no sofá imersa nas caixas de comida e nas garrafas de vinho vazias ao som de uma live de sofrência da Marília Mendonça? Comecei a entrar nessa pira.

Porque, com o confinamento, uma série de novos recursos para a paquera apareceram. O Tinder abriu o passaporte mundo para as pessoas flertarem como quem brinca de War. Grupos de amigos começaram a organizar zooms para fazer blind dates. Skype dinners começaram a ser marcados com algumas promessas de evoluírem para interações mais picantes. E eu não consegui engatar nem uma mísera paquera em nenhuma dessas ondas. Tentei a paquera internacional, mas o fuso não ajudou. Pedi um help pros amigos, mas eles que já não me apresentavam ninguém ao vivo, seguiram sem me apresentar ninguém online. Confesso que tive preguiça de jantar com alguém com a câmera ligada. Num restaurante normal, a conta chega e você tem uma desculpa pra sair sem climão se o papo não tiver bom. No virtual, ficava na nóia de querer desligar e não ter uma boa desculpa pra isso…

VIDA AMOROSA NA GELADEIRA

A verdade é que acabei colocando minha vida amorosa na geladeira e tava usando meus dias pra arrumar a casa, o trabalho e a cabeça. Até chegar a tal nóia: "a Anitta e todos os solteiros tão interagindo e eu vou ficar pra trás!" Antes de você entrar nessa pira também, vou te salvar. Fui pesquisar e trouxe dados pra constatar uma verdade óbvia: a vida amorosa dos brasileiros não reflete o feed da diva pop (nem as histórias da amiga, do primo, da sua vizinha que tá quase noiva de uma holandês que ele conheceu no Tinder mundo e com quem janta saudável e romântica todo dia por Skype)

O fato é que a prática da solteirice na quarentena é bem diferente da teoria. Se por um lado, segundo a pesquisa do Inner Circle,  38% dos solteiros acha incrível poder ter mais tempo para falar com as pessoas e 38% acredita que poderá ter conversas mais significativas, por outro, na hora do vamos ver, ninguém tá com muito saco de ter conversas longas e significativas com gente que a gente mal conhece ou com gente com quem a gente já tentou algo e não deu em nada. 

A gente tá com medo, tá cansado, tá vivendo em TPM constante… É natural que o brigadeiro, o vinho e a live da Maiara e Maraísa façam mais sentido que um blind date em inglês às duas da manhã (pra você ficar no fuso da noite do crush de Los Angeles). Se você tá se sentindo tenso e preocupado, bem vindo ao bonde. 48% dos solteiros diz que se sente assim. E 33% deles tá achando que encontrar alguém agora (mesmo que virtualmente) não parece fazer sentido.

Saber que eu tô nas estatísticas e não vou ficar pra trás nessa cadeia evolutiva da solteirice me deu um alívio. Tudo bem deixar meu lado paquerativo descansar um pouco. Recarregar as baterias vai nos fazer bem. Aí quando o isolamento social acabar e a gente puder interagir de novo na vida real vou estar zerada e (espero eu) bem mais centrada. Ai amores, Anitta que se cuide!

 

Se você quer saber como sobreviver à solteirice em tempos de likes, segue a gente no YouTube e no Instagram. Toda semana a gente entrevista solteiros, especialistas e divide nossos aprendizados e teorias. Mande histórias e dilemas que a gente transforma em pauta!

Sobre os autores

Piranhas românticas, André e Carol são experts em solteirice e partidários do afeto mesmo nas relações casuais. Carol está solteira há 6 anos e já não troca a aula de hot yoga por um date mais ou menos. André está solto monogâmico mas já se esbaldou muito na vida de contatinhos. Publicitários e roteiristas, trabalham com comportamento e conteúdo há anos e decidiram se aprofundar no tema que é assunto da manicure à terapia: como se relacionar hoje em dia. Comunicadores, puxam assunto até com o poste e são formados como psicólogos de boteco. Há um ano eles conversam com todo tipo de solteiros e especialistas no soltos s.a. um canal de youtube, instagram e, agora blog, pra explorar as dores e delícias dessa vida solta. Ninguém entende de solteirice como eles: já foram convidados pra falar na Casa TPM, na GNT e no podcasts Mamilos e Sexoterapia (aqui em Universa).

Sobre o blog

Um espaço para trocar estratégias para sobreviver à solteirice e aos relacionamentos em tempos de likes. Quando vale ter uma DR e quando podemos deixar morrer no silêncio? O que significa esse emoji? Assistir stories significa? Experts em solteirice e ótimos psicólogos de boteco, André e Carol compartilham dilemas reais de solteiros e mapeiam possíveis caminhos para não perder a sanidade mental nessa era de contatinhos.

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